
“Bastardos Inglórios” já é considerado um dos grandes filmes do ano e certamente será indicado ao Oscar.Foto Reprodução/A Razão
Jair Alan
Quando terminaram as filmagens de “Bastardos Inglórios”, Quentin Tarantino afirmou que acabara de realizar a sua obra-prima. Pretensão do cineasta? Não. Ele apenas se antecipou ao que a crítica diria mais tarde. A única coisa que não gosto em Tarantino é a violência explicita de seus filmes, mas nem porco algum dos seus filmes, pois é o único que faz cinema com amor ao cinema sem ligar se deve ser revolucionário ou intelectual. Nada disto. Em seus filmes sempre se vê referência e homenagens àqueles que influenciaram sua carreira. O melhor de tudo, é que ele sempre conta suas histórias dando importância ao humor.
“Bastardos Inglórios” já é considerado um dos grandes filmes do ano e certamente será indicado ao Oscar. A história envolve vários personagens com o mesmo objetivo. Liquidar Hitler e todo seu alto comando numa sessão de cinema em Paris. De um lado está Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), que viu a execução da sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Shosanna consegue escapar e foge para Paris, onde muda de nome e assume a identidade de uma dona de um pequeno cinema. Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus americanos para colocar em prática uma vingança. Posteriormente conhecido pelos alemães como os “Os Bastardos”, o grupo de Raine junta-se à atriz alemã e agente secreta Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger) em uma missão para eliminar os líderes do Terceiro Reich. E o destino junta todos no mesmo cinema, onde Shosanna tramou um plano de vingança próprio.
O elogiado cinema uruguaio
Uma das vantagens do festival de Gramado é a abertura que dá aos filmes produzidos na América do Sul. A repercussão não é muito expressiva, mas o suficiente para que apareça alguém disposto a exibir muitos destes filmes no nosso mercado, ou então lançá-los em DVD.
“Gigante”, direção e roteiro de Adrián Biniez, é uma produção uruguaia com capitais argentinos e alemães, que caiu na simpatia do público de Gramado. Ganhou o Grande Prêmio do Júri, o Prêmio Alfred Bauer e o prêmio de Melhor Filme de Estréia, no Festival de Berlim. Ganhou 3 Kikitos de Ouro nas categorias de Melhor Ator (Horacio Camandule), Melhor Roteiro e Prêmio da Crítica. Também ganhou o Grande Prêmio do Júri, o Prêmio Alfred Bauer e o prêmio de Melhor Filme de Estréia, no Festival de Berlim.
Jara (Horacio Camandule) é um tímido segurança de um supermercado acostumado a ver a vida através de monitores de vídeo. Durante o dia, ele dorme, assiste a televisão ou joga videogame. À noite, acompanha a movimentação do mercado no circuito interno de monitoramento. Eu suas vigílias, ele se apaixona pela faxineira Julia (Leonor Svarcas). Julia nem imagina ser a responsável pela paixão platônica que provoca. A paixão de Jara torna-se cada vez mais obsessiva qual decide se aventurar pelo perigoso mundo das relações reais.
Horacio Camandule, que faz o papel-título, não é ator profissional, mas sim um professor de escola primária, descoberto pela produção do filme.