
Em “Se Beber, Não Case”, três amigos vão para Las Vegas curtir uma festa de despedida de solteiro. Reprodução/A Razão
Jair Alan
Considerado um fenômeno de bilheteria, “Se Beber, Não Case”, consagra definitivamente o diretor Todd Phillips, como um dos grandes da comédia atual. É um dos raros que procura fugir do riso fácil criando situações teoricamente normais, mas que não fogem da comicidade. Com isto cai nas graças do público e da crítica.
Em “Se Beber, Não Case”, três amigos vão para Las Vegas curtir uma festa de despedida de solteiro, mas perdem o noivo a apenas 40 horas do início da cerimônia. Doug (Justin Bartha) é o noivo. Os amigos são Phil Wenneck (Bradley Cooper), Stu Price (Ed Helms) e Alan Garner (Zach Galifianakis). Eles o levam para Las Vegas. Hospedados em uma suíte de luxo, os quatro começam a noite de farra tomando todas. Uma droga que tomaram faz com que esqueçam o que fizeram, desde casar com uma stripper, um bebê no banheiro e até roubar o tigre de Mike Tyson. Phil, Stu e Alan acordam em um quarto destruído, sem qualquer lembrança do que aconteceu na noite anterior. Envolvidos em situações absurdas, os três precisam achar pistas do que fizeram para encontrar o amigo perdido. POLÊMICA E
MUITA LÁGRIMA – Berço, muitas vezes é fundamental para se firmar um talento. Um bom exemplo é Nick Cassavetes, filho de Gena Rowlands e John Cassavetes, casal conhecido por fazer cinema experimental nos EUA. John era um teórico do cinema independente. Nick não é revolucionário como o pai, mas fez cinema de forma correta e com muito domínio da direção. Consagrou-se com o belo “Diário de uma Paixão”, e comprova seu talento com “Uma Prova de Amor”.
O filme mostra os pontos de vista da família Fitzgerald. A filha do meio, Kate (Sofia Vassilieva), sofre de leucemia desde bebê. Ela sobrevive graças à irmã mais nova, Anna (Abigail Breslin), concebida para ser doadora em todos os momentos em que ela precisar. Mas Anna não quer mais doar nada à irmã, principalmente quando Kate precisa de um rim. Aos 11 anos, decide processar os pais Sara (Cameron Diaz) e Brian (Jason Patric) para impedir que eles continuem usando o corpo dela na tentativa de salvar a vida de Kate.
MAIS UMA GAROTA ASSUSTADORA – Em pouco tempo de cartaz, “A Órfã”, de Jaume Collet-Serra, já criou mais uma criança assustadora para o cinema. É Esther, a personagem de Isabelle Fuhrman. Kate (Vera Farmiga) e John Coleman (Peter Sarsgaard) ficam arrasados devido a um trágico aborto. Apesar de já ter dois filhos, Daniel (Jimmy Bennett) e a surda-muda Maxime (Aryana Engineer), o casal decide adotar uma criança. Durante uma visita a um orfanato, os dois se encantam pela pequena Esther (Isabelle Fuhrman) de nove anos e optam por sua adoção. O que eles não sabiam é que estranhos acontecimentos fazem parte do histórico da menina que passa a se tornar, dia após dia, mais misteriosa. Intrigada, Kate desconfia que Esther não seja quem aparenta ser, mas devido ao seu passado de alcoolismo tem dificuldades de provar sua teoria. Nos Estados Unidos, o filme provocou o repúdio de alguns orfanatos do país. As instituições não gostaram da maneira como o filme mostrou como a adoção pode trazer males terríveis para uma família. Eles planejaram até um boicote ao filme. A ação dos orfanatos, entretanto, virou propaganda para o filme.
PARA ACABAR COM A FOME NO MUNDO – O desenho animado “Tá Chovendo Hamburguer”, de Phil Lord e Chris Miller teve estreia arrasadora nos EUA. Era a aposta da Sony diante da repercussão negativa de projetos anteriores. O filme também usa a tecnologia do 3D (precisamos chorar e espernear para que instalem o sistema de projeção em 3D em Santa Maria). A história é de um cientista com intenções de acabar com a fome no mundo. Ao menos para a população da pequena cidade de Chewandswallow, tudo parece perfeito quando começa a chover sopa, nevar purê de batatas e vem uma tempestade de hambúrgueres. O cientista só não imaginava que isso iria causar um problema de proporções globais.