Brincando de cinema com Quentin Tarantino

Longa-metragem é uma homenagem aos antigos filmes de terror e suspense

A garotada aficionada em cinema ama Quentin Tarantino. Muitos usam o argumento como prova de intelectualidade. Pode ser. Para mim Tarantino é muito irregular. O que gosto nele é a teimosia em brincar com o cinema, o que não é captado por todo mundo. Brinca até com a história como foi em “Bastardo Inglórios” onde deu outro destino (o que a gente queria na verdade) pra Hitler e seus asseclas. Mas não gosto nenhum pouco da violência explicita que ele sempre recheia seus filmes.

“À Prova de Morte” foi lançado em abril de 2007 no mercado norte-americano e fracassou. Faturou a metade do seu orçamento. Mas nem por isto deixou de agradar seus fãs. Lançado nos Estados Unidos acoplado a “Planeta Terror”, compondo o longa-metragem “Grindhouse”, “À Prova de Morte” é uma homenagem aos antigos filmes de terror e suspense.

O filme centra-se num grupo de amigas que vivem em Austin, no Texas. Shanna (Jordan Ladd) e Butterfly (Vanessa Ferlito) juntam-se para celebrar a vida e o sucesso de Jungle Julia (Sydney Tamiia Poitier), uma DJ que faz sucesso nas rádios. Então aparece Stuntman Mike (Kurt Russel), um quarentão muito louco que ganha a confiança das garotas, colocando em ação seu plano perfeito. Mike possui um carro feito para cenas de ação em filmes.

A máquina é “à prova de morte”, para o motorista. É seu objeto de trabalho e sua arma do crime. Stuntman Mike já tem uma lista de vítimas como Kim (Tracie Thoms), dublê de cinema, Abernathy (Rosário Dawson) maquiadora; e Lee (Mary Elizabeth Winstead) é atriz. As três seguem em rumo ao aeroporto para buscarem uma amiga neozelandesa, Zoë (Zoe Bell), também dublê. Seu próximo alvo é o grupo de garotas liderado por Jungle Julia. Zoe Bell fez todas as cenas de sua personagem, sem requisitar o uso de dublês.

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