JAIR ALAN
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Não tenha dúvida. Ainda haverá muita refilmagem graças às novas tecnologias. Não é de se admirar que refaçam em 3D até “Os Dez Mandamentos” e “2001”, dois grandes momentos de efeitos especiais no cinema. Seria uma bela experiência passar pelas águas do Mar Vermelho ou caminhar pela lua, mesmo que fosse de mentirinha.
Em 1981 eu estava no Rio e assisti “Fúria de Titãs” com som estereofônico. Foi uma decepção. Era um veículo para um novo ator, Harry Hamlin, um canastrão que, na época, se notabilizou por ser o jovem namorado de Ursula Andress, também presente no elenco do filme. Hamlin nunca aconteceu e pouca gente lembra dele.
Eis que surge a refilmagem de “Fúria de Titãs”, desta vez sob a direção do francês Louis Leterrier, dispondo de quase toda a tecnologia moderna. Quase. Já estava sendo filmado quando resolveram adotar o 3D, mas as cenas com este processo só ocorrem no final do filme. Como ainda não dispomos deste processo, nos será indiferente.
Verificando as sinopses dos dois filmes, muita coisa mudou entre os dois roteiros. No primeiro era uma vingança do rei de Argos, desonrado por Perseu, que casou com sua filha Danae contra sua vontade.
No roteiro de 2010, a história centra-se na rivalidade mortal entre os deuses irmãos Zeus (Liam Neeson) e o deus do inferno Hades (Ralph Fiennes). Ambos estão descontentes com o desrespeito dos humanos em idolatrá-los. Zeus quer respeito, e Hades que o temam. O impasse terá de ser resolvido pelo semideus Perseu (Sam Worthington), filho de Zeus com uma mortal. Perseu recusa-se a aceitar condição de filho de um deus, mas para salvar os simples mortais, a bela Andrômeda (Alexa Davalos) do sacrifício para o monstro Kraken e a cidade de Argos da fúria dos deuses do Olimpo e da vingança de Hades, ele enfrenta uma perigosa jornada contra terríveis criaturas como a Medusa (Natalia Vodianova).