Filmes de épocas já atraem por revelar coisa de um passado que a agente sempre encara com muito romantismo. É assim que a gente se refere a filmes que nos levam aos séculos 18 ou 19. As imagens geralmente são pastoreais e os figurinos encantam. “Orgulho e Preconceito”, de Joe Wright, e “Razão e Sensibilidade”, de Ang Lee, mostraram que essas épocas podem originar filmes interessantes e excelentes.
Jane Campion é uma diretora da Nova Zelândia que chamou a atenção do mundo com os excelentes “O Piano” e “Um Anjo em Minha Mesa”. Continua talentosa, conforme os elogios que em recebido por “Brilho de uma Paixão”, que se passa na Inglaterra contando o romance entre o poeta John Keats (Ben Whishaw) e Fanny Brawne (Abbie Cornish). É Londres em 1818. O jovem poeta John Keats é vizinho de Fanny, estudante de moda e dona de opiniões fortes. Seus mundos são bem distintos. Keats morava com seu amigo e companheiro de poesia Mr. Brown (Paul Schneider), um sujeito de caráter expansivo e personalidade amarga. Quando o irmão de John adoece, Fanny oferece seus cuidados.
Encantado, John se aproxima da moça e se oferece para ensiná-la poesia. Os dois terminam se apaixonando, apesar de o jovem não possuir garantias mínimas do sustento da moça, o que era altamente recomendado pelas convenções matrimonias da época. Quando a mãe de Fanny e o melhor amigo de John descobrem o caso, já é tarde demais para tentarem desaconselhá-los.
Keats morreu aos 26 anos de tuberculose na Itália. Deixou obras memoráveis, alcançando a fama depois de morto. Por meio de cartas e poemas, destinadas para o irmão e sua amada, e tomando como base a biografia escrita por Andrew Motion, Jane Campion conta a vida do jovem.
O filme foi indicado ao Oscar e ao Bafta pelo Figurino, responsabilidade de Janet Patterson, que já teve outras indicações por “Oscar e Lucinda”, em 1998, por “O Piano”, em 1994, e por “Retrato de uma Mulher”, em 1997.