Maiquel Rosauro
Teve início ontem a largada para conquistar os investimentos do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. A iniciativa prevê a construção de um milhão de residências. Já está a disposição dos municípios e estados o termo de adesão à proposta, enquanto que as superintendências regionais da Caixa Econômica Federal aguardam as propostas das construtoras e movimentos sociais interessados em participar. Também ontem a Caixa divulgou uma lista das cidades que serão beneficiadas pelo projeto e entre elas consta Santa Maria.
“Nos colocamos à disposição da Superintendência para participar do programa. Queremos ser o primeiro município gaúcho a ser contemplado. Neste momento, estamos aguardando orientações da Caixa para dar início ao cadastramento”, explica o secretário municipal de Obras e Habitação, Haroldo Pouey. O secretário só não revela a localização dos terrenos que foram mapeados e que podem ser doados ao programa, pois teme uma especulação imobiliária nos bairros em estudo.
Poderão participar da iniciativa as pessoas que ainda não foram beneficiadas em programa habitacional do governo e que não têm casa própria ou financiamento ativo. Após a seleção, os candidatos apresentarão a documentação pessoal ao agente financeiro. A assinatura do contrato ocorrerá na entrega do empreendimento.
Simulação – As famílias com renda de três a 10 salários mínimos que desejam aderir ao projeto já podem fazer simulação do financiamento no site da Caixa (www.caixa.gov.br). Na página, ainda é possível baixar cartilhas com informações do programa.
Benefícios aos participantes
As taxas de juros variarão de acordo com as faixas de renda familiar, sendo de 5% ao ano mais Taxa Referencial (TR) para as famílias com renda de 3 a 5 salários mínimos, de 6% ao ano mais TR para famílias com rendimento de cinco a seis salários mínimos e de 8,16% ao ano mais TR para a faixa de renda de seis a dez. Para estas faixas, o prazo de pagamento é de até 30 anos e a quota de financiamento é de até 100%.
Para as famílias que recebem até três salários mínimos, o valor da parcela será de 10% da renda, respeitado o valor mínimo de R$ 50. O prazo de pagamento é de até dez anos e o atendido contará com subsídios quase integrais e isenção de seguro.
Outro incentivo para as famílias de baixa renda é a isenção de pagamento nas tarifas cartoriais. O benefício se estende para a faixa de renda de três a seis, com desconto 90% e de 80% para os mutuários com rendimentos de seis a dez salários mínimos.
Fonte: Agência Brasil