Cacism quer melhorar parquímetros

Estacionar no centro de Santa Maria não é uma ta refa das mais fáceis. Chega-se a dar uma, duas, três voltas. Alguns perdem a conta do número de vezes que contornam a quadra em busca de vaga.

Avaliação da direção da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Santa Maria (Cacism) concluiu que tanto desconforto tentou ser evitado com a instalação de parquímetros pela região central e mais movimentada da cidade e que a relevância da proposta é inquestionável para a rotatividade dos espaços de estacionamento, apesar de ainda existirem falhas a serem superadas.
 
Para isso, a Cacism busca melhorias para o sistema. A entidade encaminhou correspondências à Prefeitura e à Rek Parking, empresa que explora o serviço, mas ainda não obteve respostas. Para o presidente da Cacism, Paulo Ceccim, o serviço é importante para democratizar o espaço público no Centro. “As distorções – como falta de fiscalização, mais locais para estacionamento de motos (com efetiva fiscalização e ação com relação a quem não cumprir, o que não acontece hoje) e as distâncias entre os aparelhos – devem ser corrigidas”, argumentou.

Levantamento da entidade aponta ainda que um dos principais assuntos salientados pelos condutores é, justamente, a distância excessiva entre os parquímetros. Em alguns casos, o intervalo entre um e outro equipamento chegaria a 120 metros, como comprovou medição feita recentemente, sendo que a distância média, em outras cidades que empregam o sistema, é de 50 metros. “Às vezes, tu tens que andar mais de uma quadra para achar o parquímetro. Isso é o que mais irrita e atrapalha”, explica o advogado Alberto Bonini, 64 anos.

A situação se torna ainda mais grave em dias de chuva. “É ainda pior porque a gente acaba se molhando”, destaca o contabilista José Nilton, 52 anos. Outra reivindicação apontada por ele é a ausência de fiscais da Zona Azul, considerados difíceis de localizar. “Quando passa do tempo previsto, tem que procurar o fiscal para pagar o tempo excedido, e é mais demora”, comenta Nilton.
A dificuldade em encontrar um fiscal é compartilhada por outras pessoas. “Da outra vez, fui multado. Não tinha ninguém para cobrar, e eu não tinha troco. Quando voltei, eu tinha levado uma multa”, reclama o contador Gregório Gonçalves, 65 anos. Para ele, um bom recurso seria a implantação de parquímetros que aceitassem cédulas e entregassem troco.

Motocicletas - O estacionamento de motocicletas em locais que seriam para automóveis integrou as séries de reclamações. É algo considerado inaceitável devido à escassa quantidade de vagas. “As motos prejudicam. Além de não pagarem parquímetro, ocupam as vagas dos carros. As vagas para elas são ignoradas”, exclama José Nilton.

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