Jair Alan
Neste domingo, numa das salas do Royal Arcoplex será exibido o filme de Sérgio Assis Brasil “Manhã Transfigurada”. Será uma exibição especial para convidados. Em Gramado o filme arrancou aplausos calorosos da platéia. Foram aplausos em pé ao final da sessão. Não foi gratuito. O filme tem uma bela fotografia; interpretações corretas, principalmente de Manuela do Monte que se responsabiliza pelos momentos mais dramáticos do filme, e a música do Gustavo Assis Brasil é excelente.
Pena que Sérgio será o grande ausente na sessão que também faz uma homenagem a outro grande santa-mariense que lutou pela nossa cultura, o ator Pedro freire Júnior. Por ter sido amigo de Sérgio, prefiro apenas prestar uma homenagem a ele. Foi um pioneiro, um homem ousado. Inovou a propaganda em Santa Maria, criou a TV Campus e lutou até o fim da vida para provar que era possível fazer cinema no interior do estado.
O FENÔMENO HANNA MONTANA
Ser pai exige certos sacrifícios. Geralmente a gente não dá muito valor a algumas séries dedicadas aos jovens. Desde sua estreia em 2006, a série Hannah Montana se tornou um fenômeno da cultura popular, recebeu várias indicações ao Emmy, foi primeira colocada em audiência e forma uma legião de fãs que não para de crescer. A ideia de uma jovem estrela pop que quer viver uma vida comum paralela ao estrelato teve grande apelo entre o público familiar e posicionou a série em primeiro lugar entre as séries para crianças na TV a cabo norte-americana, durante os primeiros dois anos de exibição.
O fenômeno se repte no Brasil. Minhas filhas não perdem os episódios da série, que é exibida pela Disney Channel, e já me cobram uma ida ao cinema para conferir “Hannah Montana – O Filme”, de Peter Chelsom. O roteiro segue o espírito da série.
Miley Stewart (Miley Cyrus) luta para lidar com a escola, os amigos e com sua personalidade secreta de pop star. Quando a crescente popularidade de Hannah Montana ameaça tomar conta de sua vida ela talvez a deixe tomar. Então seu pai (Billy Ray Cyrus, pai também na vida real) leva a adolescente para casa em Crowley Corners, no Tennessee, para uma dose de realidade, iniciando uma aventura cheia de humor, risos e romance que nem mesmo Hannah Montana poderia imaginar. O filme tem 12 músicas inéditas.
INVISÍVEL, MAS ENGRAÇADA
Estou gostando desta inclinação dos cineastas brasileiros em produzir comédias. Sempre foi o gênero forte do cinema brasileiro. “A Mulher Invisível”, de Cláudio Torres, é mais uma produção que tem levado muita gente aos cinemas. A crítica tem visto o filme com simpatia.
Selton Mello é Pedro, um homem que acredita no conceito do casamento, enquanto que Carlos (Vladimir Brichta) não aceita a possibilidade de que um homem passe toda sua vida ao lado da mesma mulher. Os dois são colegas de trabalho em uma sala de controle de tráfego da prefeitura. Um dia Carlos fica preocupado com o amigo, devido ao estado depressivo dele ao ser abandonado por sua esposa, Marina (Maria Luísa Mendonça). Vitória (Maria Manoella), vizinha de Pedro, testemunha silenciosamente seu drama através de um buraco na parede. Até que subitamente alguém bate na porta de Pedro. Trata-se de Amanda (Luana Piovani), sua nova vizinha, que veio apenas lhe pedir açúcar. Com um jeito inocente e ao mesmo tempo sedutor, ela muda a vida de Pedro. Só que tem um problema: Amanda é invisível e só Pedro a vê.
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