Lizie Antonello
Se por um lado, a saúde em Santa Maria ganhou reforço com a contratação de 49 profissionais pelo município para atuarem em unidades básicas no combate à Gripe A. Por outro, o déficit causado pelo próprio vírus H1N1 ainda não foi contabilizado.
O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) deve concluir nesta manhã um levantamento sobre o número de funcionários que estão de atestado. A ideia é fazer um diagnóstico de quantos profissionais estão afastados, de que setores e quantos por causa da nova gripe. O relatório será apresentado ao reitor Clóvis Lima, em reunião, às 14h. “Estamos verificando setor por setor, para sabermos quantos estão de atestado e por qual motivo”, declara Jorge Freire, diretor geral do HUSM.
Um dos setores afetados é, justamente, o de atendimento à Gripe A. Três infectologistas atendem no setor. Um deles, Alexandre Schwarzbold, está fazendo doutorado na França. O outro, Fábio Lopes Pedro, cumpre férias obrigatórias. E o terceiro, Reinaldo Ritzel, acompanha aos pacientes internados. Segundo Pedro, que não deixou a cidade para poder continuar assistindo aos casos – mesmo de longe – o atendimento aos suspeitos não foi afetado. “Fizemos as avaliações até que o pessoal estivesse bem ambientado com a questão da gripe. Os médicos do Pronto Socorro têm total condição de avaliar e tratar os pacientes. Em caso de dúvida, me ligam”, considera Pedro.
Conforme o infectologista, entre final de junho e início de julho, de 15 a 20 funcionários do hospital foram afastados por causa do vírus.
Já o Hospital de Caridade (HC) Astrogildo de Azevedo contabilizou 26 funcionários – de um total de cerca de 1,2 mil – em atestado por gripe neste inverno. Desses, de acordo com o diretor técnico do hospital, Flávio Bissacotti, apenas um caso foi confirmado como sendo de Influenza A. Os demais foram tratados como gripe comum. Na soma de todos, foram 92 dias de afastamento de profissionais.