Menino é agredido na escola

Um menino de 11 anos foi agredido por colegas de aula na Escola Estadual Professora Margarida Lopes, onde cursa a 5ª série do Ensino Fundamental. O fato ocorreu na última segunda-feira, durante o intervalo, no pátio da instituição, que fica no bairro Camobi, região Leste de Santa Maria.

A mãe do garoto, que prefere ter a identidade preservada, conta que o filho tentou separar uma briga em andamento e acabou se envolvendo no tumulto. “Dois seguraram e um bateu”, reproduz a mãe.
Ela diz que, mesmo machucado – ele teve escoriações no rosto -, o garoto teria sido impedido de deixar a escola pela direção e de ligar para a família. “Ele ficou duas horas em sala de aula todo machucado e sentindo dor. Quando chegou em casa estava com o rosto inchado, deformado, nem falava direito de tão nervoso”, relata a serviços gerais.

A criança foi levada ao Pronto Socorro do Hospital Universitário, onde fez raio x da face e outros exames que constataram apenas lesões na pele. Os médicos indicaram analgésicos e anti-inflamatórios.

No mesmo dia a mãe procurou a direção da Escola. De acordo com Maria Carmem Favarin Dalla Corte, diretora, cinco docentes estariam perto do local da confusão, mas não teriam conseguido conter os meninos a tempo. “Eles começaram com empurrões e chutes e depois se embolaram, isso chamou a atenção dos professores”, conta a educadora. Conforme Maria Carmem, dois meninos ficaram feridos na briga, o de 11 anos mais machucado do que o outro que tem 13 e “é mais forte”.

Esta não teria sido a primeira vez que o menino sofreu agressões. No ano passado a briga teria sido fora do prédio. “Me incomoda não ter sido avisada pela escola”, comenta a mãe.

A diretora diz que sempre que algo semelhante acontece, os alunos e pais são chamados, ouvidos e acompanhados pelo serviço de orientação educacional. “Não podemos suspender e nem tirar o direito da criança de assistir às aulas. Procuramos trabalhar junto à família para corrigir e evitar esses atos”, declara a diretora.

Proteção à Criança vai investigar agressão
O caso foi registrado pela família na Delegacia de Pronto Atendimento e encaminhado a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Conforme o titular, Márcio Schneider, a mãe que fez a denúncia e o garoto agredido devem ser chamados a prestarem depoimento nos próximos dias. “Cabe a vítima apontar os autores e decidir se quer processá-los”, esclarece o delegado.

Nesse caso, as outras crianças envolvidas – acompanhadas de seus pais – também serão ouvidas. O relatório tem 30 dias para ser concluído e os supostos agressores podem ser apontados como autores de ato infracional. Segundo Schneider, se o autor tiver até 12 anos, o relatório da polícia é encaminhado ao Conselho Tutelar, que toma as providências. “Crianças não cometem delitos”, comenta o delegado.

Se estiver na faixa entre 12 e 18 anos, ao Juizado da Infância e Juventude é acionado. A juíza recebe o caso, analisa e propõe uma medida sócio-educativa prevista no Estatuto da Criança e Adolescente. “A medida pode ser uma simples advertência verbal, reparo de dano, prestação de serviço à comunidade, semi-liberdade ou, em casos mais graves, internação”, explica Schneider.

Está no ECA
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi criado em 13 de julho de 1990 e dispõe sobre seus direitos e deveres. São consideradas criança, para efeito de Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos.
O Artigo 5º estabelece que nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.

Escola realiza ato contra violência
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Élio Salles, de Júlio de Castilhos, realizará uma Caminhada pela Paz, na próxima quarta-feira, dia 8, às 9h.

A atividade faz parte do projeto “A Paz é fruto da Justiça”, que tem como foco a proposta da Campanha da Fraternidade 2009 – Fraternidade e Segurança Pública. O objetivo é discutir alternativas para a construção de uma Cultura de Paz e de Não-Violência.

A passeata vai percorrer a rua Osvaldo Aranha e as Avenidas Fernando Abott e Pinheiro Machado, até a Rua Coberta, onde haverá apresentações artísticas. Informações pelo telefone (55) 3271-2761.

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    • http://jobhim.blogspot.com/ Jorge André Irion Jobim

      A dúvida que eu tenho é: será que tais agressões são imitação do que as crianças e adolescentes veem na novela de televisão ou será que eles já ocorriam antes e somente agora a mídia voltou sua atenção para esse tipo de fatos? http://jobhim.blogspot.com/

    • andrea cavalheiro

      Como professora da escola, gostaria de deixar claro q brigas entre colegas sempre acontecem nas escolas, esta foi mais uma , dois alunos se desentenderam e começaram a brigar entre si, foi questão de segundos, só o tempo de uma das professoras q estavam no pátio, sendo um total de 6 entre professores e funcionários, chegar p separar os meninos. Acredito q as escolas e as famílias devem se unir para tentar coibir a vilência q esta se instalado nas ecolas.

    • lucia

      ótima pergunta!!!!!!!!

    • indignado

      Nao tenho duvidas de que como o amigo postou acima a telrvisao tem um fator fundamental na educacao desse tipo de jovem. Alguma coisa esta errada vamos acordar papais e
      Mamaes

    • Renato Corrêa

      É incrivel que pessoas que tem um nível escolar , possam ainda transferir culpas para a televisão, sou pai e quem educa meus filhos sou eu e minha esposa, se meus filhos participarem de algum tipo de infração, eu me vejo como culpado, porque meus filhos vão para a escola para aprender e não para serem educados, e sinceramente a TV até pode mostrar coisas inconvenientes, mas educação somos nós os responsáveis.

    • http://www.arazao.com.br Marco Antonio Borges

      È claro que a televisão e a midia de uma maneira geral, assim como os grupos sociais influenciam no comportamento dos jovens. Quando eles estão em “turminhas” há uma explosão de todo tipo de sentimento e o que eles aprenderam em casa é deixado de lado. E não vamos esquecer do álcool e das drogas………….

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