Obras na Nova Santa Marta podem parar
Empresas que realizam trabalhos de infra-estrtura ameaçam paralisar atividades a partir da próxima semana

Empresas que realizam trabalhos de infra-estrtura ameaçam paralisar atividades a partir da próxima semana

“Será que o sonho de 17 anos vai parar?” Essa é a pergunta que os moradores da Nova Santa Marta, na região oeste de Santa Maria, têm feito, nos últimos dias, aos líderes comunitários do local. A dúvida ressurgiu na tarde da última quarta-feira depois que as empresas que realizam as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região, reunidas com lideranças locais, acenaram com a possibilidade de interromper o trabalho, a partir da próxima segunda-feira, 16.

Segundo o diretor-administrativo da Sul Cava Construções e Comércio Ltda., Victor Zanini, a empresa tem faturas em aberto, ou seja, que não foram pagas, referentes ao esgoto sanitário instalado no bairro, desde outubro. “Essa é uma das principais obras da empresa e o não pagamento já está prejudicando nosso funcionamento”, comenta. “Se não for apontada uma solução a empresa pára a obra”, afirma.

O dinheiro é repassado diretamente da CEF às empresas, mas há um caminho a percorrer antes de ser liberado. Conforme o gerente regional da CEF, Giovani Fantinel, que intermedia o Programa junto aos municípios da região, a Caixa libera a verba depois de receber a medição feita pela prefeitura, informando etapas concluídas da obra. “Nós vamos ao local, fazemos a verificação e efetuamos o pagamento. Os recursos do governo federal estão garantidos. Todos os repasses das medições recebidas até agora, foram feitos”, garante.

Escritura – Segundo o coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Cristiano Schumacher, outras empresas também teriam ameaçado interromper as atividades e o que estaria imperrando o processo seria a falta da escritura da área.

O documento é a oficialização da transferência dos 257 hectares do governo do estado para o município. A transferência foi definida em acordo em 9 de maio de 2007. Em maio de 2008, a Assembléia Legislativa aprovou a doação. Ainda no ano passado, a governadora Yeda Crusius esteve na cidade anunciando o que seria o fim do impasse. Mas, até agora a escritura do terreno não foi assinada.

O coordenador do PAC na cidade, Nabor Silva Ribeiro, diz que a medição de janeiro foi feita e entregue a CEF, mas que a cada etapa vencida naquela obra específica, o município teria que entrar com uma contrapartida de 5% do valor. O problema é que a maior parte do montante que seria investido pela prefeitura está justamente na área. “Não podemos dispor do terreno para dar de contrapartida porque ainda não o temos oficialmente”, explica.

Ainda segundo Ribeiro, o empenho da administração tem sido no sentido de agilizar o repasse da área ao município para que a obra não pare. Ele já teria pedido às empresas que diminuíssem o ritmo do trabalho para evitar a interrupção. “A princípio a prefeitura não vai e nem pode injetar mais dinheiro na contrapartida até que a área esteja disponível para investimento”, reforça.

Esse também é o motivo pelo qual as faturas de 2008 ainda estariam em aberto, segundo Ivo Cassol Júnior, coordenador do PAC no governo anterior.

Para Caixa o documento é um dos mais importantes do processo, mas não é o que impede os repasses.

Resposta deve vir nos próximos dias

O gerente da CEF acredita que nos próximos dias o documento deve ser entregue e o impasse vai se resolver.

Esta é a garantia do secretário de Integração Regional, Jorge Pozzobon, principal interlocutor da cidade junto ao governo do Estado. “A governadora quer fazer a entrega da escritura pessoalmente. Ela teve problemas de agenda e não conseguiu vir até o momento”, justifica.

Pozzobon diz que irá a Porto Alegre na terça-feira resolver a questão. “Se a governadora me autorizar já volto com a escritura, mas vou tentar agendar uma visita dela a cidade”.

Já Schumacher promete mobilizar a comunidade caso não rebeba nenhuma posição por escrito do governo do estado. “Amanhã (hoje) vamos a São Leopoldo conversar com a Ministra Dilma Roussef, colocar ela a par do que está acontecendo com o PAC em Santa Maria”, informa.

“O governo federal olha para a Nova Santa Marta como maior ocupação da América Latina, o mínimo que podemos esperar do governo do estado é valorização da comunidade”, diz Joel Cezar, da Associação dos Moradores da Vila Pôr do Sol.

“A governadora veio no bairro e disse ‘essa terra é de vocês’, mas até agora não temos nada”, completa Júlio Ricardo Alf, representante da Escola Marista Santa Marta.
Mas o integrante da Organização Não-Governamental (ONG) Trabalho Social Solidário, Sérgio Bandeira, acredita que a governadora vai cumprir com o compromisso que assumiu diante dos santa-marienses. “Ela se comprometeu em entregar a área e vai fazer. A burocracia está atrasando o processo”, acredita.

Impasse gera apreensão nos moradores

De acordo com Elizabete Pinheiro, da Associação Comunitária do Alto da Boa Vista e Marista II, a preocupação atinge os 25 mil moradores das 5 mil casas existentes no bairro. “Durante décadas que vivemos aqui não tem solução essa questão da Nova Santa Marta”, reproduz ela.

“Depois de 17 anos, finalmente conseguimos os recursos e agora nos vemos diante deste impasse”, reforça Schumacher.

Com os R$ 42 milhões do PAC, que devem ser investidos nas sete vilas do bairro, R$ 5 milhões será para rede de esgoto, R$ 27 milhões em pavimentação (asfalto e calçamento), contenção de áreas de risco, ações sociais, áreas de lazer e centros comunitários e outros R$ 10 milhões em habitação (novas casas e reformas).

Já foram realizados levantamento topográfico da área e 50% da rede de esgoto, cerca de 25 quilômetros, foi colocada.

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    • http://www.professorpizarro.blogspot.com James Pizarro

      Estivéssemos nós num período pré-eleitoral, faltariam verbas, teriam sustado pagamentos e as obras teriam sido interrompidas ? Mas passadas as eleições, todas as providências ficam mais morosase algumas esquecidas. Este filme eu vejo desde piá…

      James Pizarro
      http://www.professopizarro.blogspot.com

    • leonel

      Espero que a Governadora tenha ação administrativa e não política,pois nós não podemos viver só de promessas,aqui a vida é real, e os problemas se agravam.

    • http://google carlos martins

      primeiro isto ja era visto passou as eleiçoes deu, a nova santa marta so é um local de arrecadação de votos,depois ja era e isto ainda vai longe enquanto houvepessoas que venden seus votos :twisted: :twisted:

    • carlos a s martins

      sou um dos que levantou esta bandeira e isto todos sabem,passou as eleições pusam o freio de mao é o povo nao tem vergonha votar em gente de fora da comunidade gente de fora da cidade,vamos acordar gente ja pro final de ano começo do outro ou melhor ja começou movimento politico eleitoral isto ai é pura incenaçáo veja quem aparece fazendo movimento schumacher isto é partidario! quanto eles estavam no poder porque nao cobraram?por favor acorda nova santa marta,acorda sta maria,acorda brasil

    • joel cezar

      Acho que conheco o sr Carlos martins, sua historia se confunde na origem da nova santa marta, concordo que o citado schumaquer juntamente com o seu adversário de urna João Kaus são partidarios fazendo com que a comunidade perca não só a credibilidade de seus fóruns de debates e reinvindicações junto aos orgaos publicos, mas também usando a massa para manobras politicas de interesse pessoais, mas novas lideranças estão se levantando não aceitando este tipo de politica comunitaria e a resposta para este tipo de atitudes viram da propria comunidade.

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