Briga termina em morte
Discussão que culminou com a morte da faxineira ocorreu, segundo a Polícia, próximo a um conhecido ponto de prostituição da Avenida Rio Branco. Foto Paulo Pires/A Razão

Discussão que culminou com a morte da faxineira ocorreu, segundo a Polícia, próximo a um conhecido ponto de prostituição da Avenida Rio Branco. Foto Paulo Pires/A Razão

O delegado Carlos Alberto Dias Gonçalves, do 1º Distrito Policial (DP), abriu inquérito na manhã de ontem para investigar as causas e circunstâncias do assassinato da faxineira Adriana de Fátima Pires da Silva, 39 anos. Ela morreu após levar uma facada no tórax, fato ocorrido na noite de quarta-feira, próximo a um conhecido ponto de prostituição da Avenida Rio Branco. A vítima chegou a ser conduzida com vida ao Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo mas não resistiu ao ferimento e morreu no início da madrugada de ontem.

Pelo menos três pessoas teriam presenciado o crime. Um taxista e dois proprietários de bares da Avenida Rio Branco prestaram depoimento em cartório policial e relataram que a autora da facada que culminou com a morte de Adriana seria uma conhecida prostituta que atua na Avenida Rio Branco, nas proximidades da Rua 13 de Maio, conhecida como Gláucia de Ferro. A Polícia admite que não há dúvidas quanto a autoria do crime.

Na delegacia, o reconhecimento deu positivo para Gláucia Vanessa Bueno Tauchen, 19 anos. Segundo as testemunhas, Gláucia já estava num bar das imediações tomando cerveja quando Adriana surgiu. Em seguida, as duas saíram para a rua. De repente, Adriana apareceu ferida pedindo socorro. Nesse momento a autora da facada não estava mais no local.

Gláucia já respondeu por outro crime de homicídio quando era menor de idade. Aos 17 anos, ela matou o companheiro a facadas na Vila Nossa Senhora do Trabalho. De acordo com a Polícia, a acusada residiria na zona Norte da cidade e ainda não foi localizada pelos investigadores que também buscam elementos para apurar o motivo da agressão. Adriana era mãe de sete filhos. Segundo a Polícia, vítima e agressora seriam garotas de programa e o crime pode ter como pano de fundo uma antiga desavença.

Parente e amigos de Adriana, conhecida como Xuxinha, compareceram ao velório que ocorreu durante a manhã e tarde de ontem nas capelas do Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo. Bastante abalado a mãe da vítima, a dona-de-casa Santa Portela, de 65 anos, disse desconhecer que a filha tivesse algum tipo de desafeto e que nunca ouviu falar da acusada. O sepultamento ocorreu às 17h, no Cemitério Ecumênico Municipal. A morte de Adriana foi o 14º homicídio registrado em Santa Maria em 2009.

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