Vândalos atearam fogo em uma das salas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Lourenço Dalla Corte, localizada na estrada Ângelo Berleze, em Camobi. No local estavam vários equipamentos de informática que farão parte de laboratório a ser implantado no educandário.
O incêndio ocorreu na noite de terça-feira, mas foi rapidamente percebido e controlado pelos moradores da casa da zeladora, que fica dentro do pátio da escola. Nenhum equipamento chegou a ser atingido e danificado. Apenas a cortina que fica junto à janela foi queimada.
Após conter a tentativa de incêndio criminoso, a família da zeladora percebeu que também haviam colocado fogo em sua residência, através da janela da cozinha bem próximo de onde fica instalado o botijão de gás. A zeladora, Leonidia Rodrigues Gonçalves, de 66 anos, registrou o fato na polícia. Ela disse não sabe informar se o incêndio ocorreu simultaneamente na sua residência e na escola ou se os vândalos tentaram queimar a moradia enquanto seus familiares apagavam o fogo no prédio do colégio.
A zeladora ressaltou que as chamas só não se alastraram por não terem atingido qualquer material combustível, ficando o local apenas chamuscado.
Conforme Leonidia Gonçalves todas as noites sua casa e a escola são alvos de apedrejamento cometido por mais de um indivíduo. Eles praticam o ato e se refugiam em um mato que fica próximo, dificultando a identificação dos mesmos pelos familiares da zeladora.
Outros incêndios – Na madrugada de terça-feira uma residência situada na Rua Dona Maria Loureiro Ilha, próximo ao Beco do Guarani, no Bairro Salgado Filho, foi totalmente destruída pelo fogo. O Corpo de Bombeiros, atendeu a ocorrência, mas houve perda total da moradia. Ninguém ficou ferido, pois quando o incêndio aconteceu não havia moradores na casa.
O agricultor Paulo Ezolito de Lima, 57 anos, também teve prejuízos com um incêndio criminoso que acabou atingindo sua propriedade rural. De acordo com registro policial feito por ele, um vizinho ateou fogo em campo de aproximadamente duas hectares vindo as chamas a alcançarem a cerca que divide as propriedades.
O incêndio danificou os arames e madeiras da cerca bem como árvores plantadas junto a divisa. O agricultor chegou a ligar para o número de um órgão ambiental sediado no município, mas segundo ele ninguém compareceu ao local. A vítima informou que há três anos convive com o mesmo problema já tendo procurado a Prefeitura e órgãos ambientais, mas nenhuma providência foi até agora tomada.