Até ontem era grave o estado de saúde de Marcelo Carpes Perdomo, 37 anos, e de Marcelo Carpes Perdomo Filho, 13 anos, de acordo com boletim médico divulgado pouco antes do meio-dia deste domingo. Eles sofreram acidente de trânsito em Santiago e estão internados na CTI Geral do Hospital de Caridade de Santa Maria. O pai passou por cinco horas de cirurgia em Santiago, devido aos ferimentos nas pernas, e o filho apresenta uma fratura no crânio e na coluna cervical. Os ferimentos resultam do acidente envolvendo o automóvel da família ocorrido na tarde de sexta-feira, dia 23, no qual morreram a mulher de Marcelo, Cristiane Schimidt Perdomo, 34 anos, e a outra filha do casal, Luiza Schimidt Perdomo, com 15 anos.
O acidente foi às 15h30 na BR 287, próximo do Parque Silvio Ferreira, município de Santiago. A família viajava no Tempra, placas DEW 8877, de São Borja, que trafegava no sentido Santa Maria. O veículo teve a frente cortada por um Gol, com placas de Santiago, que fazia a conversão à esquerda para entrar no Parque Silvio Ferreira Aquino. Marcelo Carpes Perdomo, que estava na direção do Tempra, acabou batendo na lateral do Gol, perdeu o controle do carro, invadiu a pista contrária e se chocou contra um caminhão boiadeiro, com placas de São Francisco de Assis, que estava parado no acostamento se preparando para também entrar no Parque.
Após a colisão, por determinado período a BR 287 ficou em meia pista e muitas pessoas ajudaram o Corpo de Bombeiros a retirar as vítimas que ficaram presas nas ferragens. O primeiro a ser resgatado foi o menino, posteriormente o pai e por último as duas mulheres que morreram na hora devido ao impacto contra o caminhão.
Os corpos da mãe e filha aguardaram três horas para serem recolhidos do local do acidente, o que causou certa indignação. A diretora técnica do Hospital de Caridade de Santiago, Sonia Nicola, esclareceu que a instituição não tinha nenhuma responsabilidade, pois apenas oferece o local para o trabalho de necropsia. Segundo ela, tal procedimento é de responsabilidade do Instituto Médico Legal do RS assim como o fornecimento do médico legista. Isso quer dizer que não é de competência do Hospital de Caridade manter um médico legista, 24 horas de plantão. O médico legista do Estado que atua no município estava em São Paulo realizando curso. Depois de resolver a questão das competências, os corpos foram acolhidos no hospital de Santiago e transferidos para São Borja, onde residiam, para realização do procedimento, liberação para a família e sepultamento. O enterro das duas vítimas fatais ocorreu no sábado, dia 24, sob comoção de familiares e amigos.