Após 40 dias da operação Rio Branco, os 14 suspeitos presos em Santa Maria continuam à disposição da Justiça. O prazo de 30 dias para a conclusão das investigações expirou em 11 de agosto e foi prorrogado por mais 30 dias conforme o delegado Diogo Caneda, da Polícia Federal de Santa Maria.
Atualmente, peritos estão trabalhando nos documentos, telefones celulares e veículos apreendidos. Em um dos carros foram encontradas cerca de 30 gramas de cocaína, escondidos no volante do veículo. Segundo Caneda, peritos de Santa Maria estão realizando o trabalho na maioria do veículos apreendidos, e em Porto Alegre estão sendo concentradas as perícias dos aparelhos eletroeletrônicos.
Do início da operação até hoje, a maioria dos acusados não deram maiores detalhes aos policiais. “Alguns admitiram o envolvimento com o tráfico, mas a maioria disse que só vai falar em juízo”, destacou Caneda. Para o delegado, o trabalho mais demorado e também muito importante, é o da analise do material apreendido. As investigações devem se concluídas, quando se esgota o prazo dos 60 dias da operação, no início de setembro. “ O saldo foi positivo, todos continuam presos. Isso confirma que as investigações estavam bem fundamentadas”, explica Caneda.
A operação Rio Branco foi realizada em 13 de julho e prendeu 22 pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas em Santa Maria. Dos 22, oito já estavam o Presídio Regional de Santa Maria e mais 14 foram presos no dia. Ao todo, foram 43 prisões no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Mais de 146 Kg de drogas foram apreendidos no decorrer da operação que que investigou os suspeitos por quase um ano. Três dos quatro suspeitos de serem os lideres da quadrilha tinham bancas no antigo Camelódromo da Avenida Rio Branco, nome que batizou a operação.