JP quer candidatura própria
Juventude Progressista realizou seminário sábado e domingo. Foto Paulo Pires/A Razão

Juventude Progressista realizou seminário sábado e domingo. Foto Paulo Pires/A Razão

Durante dois dias, jovens filiados à Juventude Progressista (JP), ala do Partido Progressista (PP) que acolhe partidários de 16 a 35 anos, debateu estratégias para as eleições do próximo ano. Para demarcar espaço, os jovens progressistas lançaram, informalmente, o nome do deputado estadual Jerônimo Goergen, 33 anos, como pré-candidato ao governo do Estado. “Não era um encontro com poder de decisão, mas o nome dele (Jerônimo) foi lembrado”, justificou o presidente da JP em Santa Maria, Mauro Bakof. Goergen, que também é presidente estadual do PP, foi um dos participantes do Seminário realizado sábado e domingo na Câmara de Vereadores. O encontro reuniu ainda os deputados federais José Otávio Germano e Vilson Covatti, e o deputado estadual Marco Peixoto, além de vereadores de municípios da região.

Uma das metas da JP é eleger candidatos identificados com a juventude do partido, de preferência pessoas com até 35 anos de idade. A dificuldade de encontrar candidatos nas 35 coordenadorias regionais poderá fazer com que em algumas cidades importantes candidatos mais velhos, mas identificados com a juventude, possam ser apoiados pela JP. É o caso do vice-prefeito José Haidar Farret, que já foi deputado estadual por duas vezes. Segundo Bakof, Farret tem apoiado a JP e vem conquistando simpatia da ala jovem da sigla.

Para deputado federal, a situação é ainda mais complicada e a tendência é que a JP respalde lideranças tradicionais e que já estão no Parlamento.

O domingo foi dedicado a questões doutrinárias. A tarefa de tratar dos fundamentos ideológicos do PP coube ao arquiteto Percival Puggina, ex-presidente da Fundação Tarso Dutra, vinculada aos progressistas. Atualmente, Puggina é o diretor de Doutrina da Fundação. Parlamentarista convicto, Puggina disse ao Jornal A Razão que o sistema presidencialista favorece a corrupção. Isso porque muitos governantes só conseguem base parlamentar fazendo negociatas.

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