Prefeitura congelou pagamentos e devolve cheques de fornecedores. Executivo culpa administração anterior. (Na foto, prefeito de Jaguari, João Mário Cristófari (PMDB), que vai renegociar o pagamento dos credores)
Maiquel Rosauro
O prefeito de Jaguari, João Mário Cristófari (PMDB), mal assumiu o cargo e já tem um problema milionário para resolver. Após uma análise nas contas da Prefeitura, foi levantada uma dívida superior a R$ 3 milhões, referentes os restos a pagar do exercício 2008. O Executivo culpa a administração anterior pelo rombo nas contas.
“Nos deparamos com cheques de cargos de confiança e de fornecedores devolvidos já em dezembro. Depois que assumimos, cancelamos os pagamentos até analisarmos todas as contas da Prefeitura”, explica Cristófari.
Os atuais mandatários reclamam que não foi realizada uma transição política com a administração anterior e que nenhum relatório referente ao financeiro teria sido passado. Para controlar as contas, Cristofári congelou os pagamentos da Prefeitura. Apenas estão sendo repassados os recursos essenciais referentes a área de saúde e a folha do funcionalismo.
Até o dia 31 de janeiro o Executivo pretende levar à Câmara de Vereadores de Jaguari o relatório final do exercício de 2008, onde os parlamentares vão investigar a situação. “Estamos chamando os credores para refinanciarmos as dívidas. Creio que em até seis meses poderemos fazer o pagamento dos credores que têm dívidas a curto prazo”, alegou o prefeito.
Ex-prefeito afirma que dados não são reais
O Jornal A Razão conversou ontem à tarde com o ex-prefeito de Jaguari, Ivo Patias (PDT), que afirmou não existir tal dívida. “Os números apresentados não existem. Na próxima quarta-feira, a nossa contador,a Luana Marion, vai apresentar as verdadeiras. Para cada real pendente existe receita receita correspondente”, sustenta.
Patias garantiu que a Prefeitura tem quase R$ 500 mil a receber do governo do Estado para as áreas de saúde e educação. “Este valor é receita e isso eles não falam”, argumenta ao criticar os dados apresentados pela atual administração.
Quanto a transição do Executivo, Patias admitiu que não havia uma boa relação entre as duas coligações, mas que a falta de dados também seria culpa da atual administração: “Depois que eles assumiram eles não deixaram a contadora entrar mais na Prefeitura, por isso as contas não foram apresentadas”.