Mais uma tragédia relacionada à intolerância religiosa aconteceu no final do mês de julho, mas só veio à tona agora. Praticamente uma família inteira foi morta por muçulmanos devido ao fato de fazerem parte da Igreja Batista de Betel, ou seja, por ser cristã.
Além dessa família, uma outra pessoa de fora, mas que congrega na mesma igreja, também foi assassinada. Os óbitos foram fruto de um ataque terrorista arquitetado por muçulmanos e que foi posto em prática no meio da madrugada, tornando muito mais difícil que qualquer um reagisse e conseguisse salvar a sua vida.
Uma das pessoas próximas ao local falou com o programa Morning Star e deu uma informação valiosa com relação aos autores: eles já teriam feito outras vítimas antes e seriam parte da etnia fulani.
Muitos dos cidadãos e das autoridades não acreditam que o governador local fará muita coisa para ajudar a prender os muçulmanos envolvidos, já que ele próprio em envolvimento público com essa etnia específica, o que já rendeu diversas reclamações.
Já a All Africa Baptist Fellowship declarou, em uma rede social, que a região onde as pessoas foram assassinadas pelos muçulmanos fulani está completamente vazia, já que os antigos moradores ficaram com medo de novos atentados e resolveram ir embora.
Dentre todos os que deixaram a região, a maioria deles era cristã; eles teriam ido embora por acreditar que os muçulmanos fulani poderiam criar outros ataques contra eles e contra as suas congregações.
Vale salientar que os conflitos religiosos têm acontecido há décadas e em muitos lugares da África e em outras partes do globo também, como nos países árabes. Grupos conservadores não aceitam outras crenças na sua nação e, como forma de coibi-las, atacam de forma violenta, independentemente de as vítimas serem crianças, adultos ou idosos.
Por enquanto, a polícia nigeriana segue fazendo as suas investigações. Porém, como já dito, poucos cidadãos realmente acreditam que algo será feito e nem se sabe se a Igreja Batista de Betel continuará aberta daqui em diante.